
Gripe Aviária
| Sally | Desfavor Explica | 4 comentários em Gripe Aviária
A gripe aviária é um vírus que circula entre aves, chamado de Influenza A. Esse vírus pode ser dos tipos H5N1, H5N8, H7N9 ou H9N2. Normalmente quem mais causa problemas é o H5N1.
A gripe aviária não é nenhuma novidade, que a gente saiba, circula entre humanos desde 1997 e já tivemos vários períodos nos quais apareceram surtos em diferentes países, todos eles devidamente contidos. Então, por qual motivo fazer um texto sobre isso agora?
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Resumo da B.A.: o autor boiolinha não quer beber leite cru isso é uma viadagem no meu tempo é que tinha homem de verdade este país está perdido
Bem, agora tem muitos fatores que tornam a nossa situação bastante desfavorável perante o vírus e queremos te informar sobre essa realidade. Não é um, não são dois, é uma confluência de fatores bastante expressiva que pode colocar o vírus em vantagem. Leia o texto até o final e você verá que quando a coisa parece não poder mais piorar… ela piora.
Você já deve ter escutado falar sobre a “crise dos ovos” nos EUA, mas talvez não saiba os detalhes ou como isso está relacionado à gripe aviária. Vamos começar a nossa jornada sobre tudo que acaba favorecendo o vírus e prejudicando a nós, seres humanos, por essa crise dos ovos.
Nos EUA a venda de ovos está consolidada nas mãos de algumas grandes marcas que estabelecem quase que um monopólio. Isso dá a essas marcas uma força de negociação muito grande com o governo e, provavelmente por isso, fizeram um acordo nos seguintes termos: receberão do governo indenização completa por todas as galinhas sacrificadas e pelos ovos que tenham que destruir quando detectado um caso de gripe aviária.
Então, se um criador detecta um caso de gripe aviária, ele comunica ao governo, sacrifica todas as galinhas e descarta todos os ovos, recebendo do governo o pagamento total pelo valor dessas galinhas e desses ovos.
“Mas Sally, não é apenas justo receber o valor integral, já que a pessoa realmente perdeu todas as suas galinhas e seus ovos?”. Sim. Mas cria uma situação perigosa. Como são grandes produtores que detém quase que um monopólio, os ovos descartados impactam demais o mercado, já que não tem muitas marcas que possam suprir a demanda.
Então, ao descartar os ovos, isso gera uma escassez no mercado e o preço do ovo sobe. Esse aumento no preço dos ovos faz com que também suba o valor na indenização dos produtores, gerando um círculo vicioso: cada vez que tem que descartar ovos por causa da gripe aviária, a indenização recebida se torna maior.
Isso gera a seguinte situação: produtores acabam tendo mais lucro se suas galinhas forem contaminadas pela gripe aviária, pois o preço dos ovos vai subir muito, portanto, sua indenização vai subir muito. E piora: as grandes marcas estão usando o dinheiro dessa indenização para comprar os poucos concorrentes que restam vendendo ovos, o que só vai tornar esse mecanismo ainda mais acirrado.
Então, hoje, para grandes produtores, dá mais lucro deixar que as galinhas adoeçam e peguem gripe aviária (há suspeitas que podem até estar contaminando as galinhas propositadamente) do que criá-las e vender seus ovos por um preço mais barato (se tem ovo disponível no mercado, o valor cai). Por isso, podemos dizer, a grosso modo, que os grandes produtores estão “criando gripe aviária”. Estão ajudando o vírus a circular.
Se vírus circulando já era motivo para faniquito meu no auge da pandemia de covid, vocês podem imaginar como eu estou injuriada agora. Gripe aviária é uma doença bastante letal e com um grande potencial pandêmico, então, que estejam fazendo isso, é um risco para o mundo todo.
Só para que vocês tenham um parâmetro, na Covid-19 a letalidade do vírus era de 1%, e já vimos hospitais colapsando e pessoas morrendo por falta de atendimento e respirador. Pois bem, a letalidade da gripe aviária é de 52%. Não parece prudente dar chances ao azar neste caso.
Estamos diante de uma tempestade perfeita. As galinhas são só o começo da nossa conversa. Da galinha a coisa pode migrar para animais silvestres e também para outros animais de granja que estejam nas proximidades delas. Como por exemplo, as vacas. Falemos das vacas.
Observem o ciclo da danação se expandir: as galinhas estão transmitindo a doença para vacas (não é raro que onde se crie galinha se crie vaca), especificamente gado leiteiro. A vaca leiteira é um animal caro, difícil de repor e que requer um grande investimento, não é algo facilmente substituível como uma galinha. Por isso, os produtores relutam mais em informar casos de contaminação.
“Mas Sally, como você sabe que as vacas estão contaminadas se os produtores não reportam os casos e inclusive os ocultam?”. Morreram gatos contaminados por gripe aviária. Gatos de apartamento, que não tiveram qualquer contato com nenhuma ave. Gatos que comiam ração feita apenas de soja. Qual foi o único contato capaz de contaminar esses gatos que foi rastreado? Leite de vaca. Leite cru, para ser mais clara, que é um absurdo sobre o qual vamos falar mais adiante. Se tem leite contaminado circulando, tem vaca contaminada não reportada.
Em um primeiro momento, existe a preocupação com os trabalhadores que lidam com essas vacas, que geralmente estão em condições precárias (muitas vezes sem a documentação correta, portanto, passíveis de deportação) e podem ser contaminados. Existe uma possibilidade real dessas pessoas adoecerem e não procurarem um hospital por medo de ter seu nome inserido no sistema e acabarem em um avião para Guantánamo.
Isso geraria pessoas doentes não tratadas e não isoladas, que poderiam contaminar outras pessoas. E, acredite, essa nem é a pior parte da história. A coisa consegue ficar ainda pior. Vamos ao leite cru.
Os americanos (ou um grupo retardado deles) estão em uma fase/modismo de beber leite cru, sem pasteurizar, ou seja, assim como matou os gatos, esse leite pode contaminar outros animais. Quais são os outros animais que bebem leite de vaca mesmo?
Leite cru é uma das maiores imbecilidades que o ser humano já promovei nos últimos tempos, e olha que a concorrência é grande. Pasteurizar o leite é simplesmente aquecê-lo em um procedimento especial e depois resfriá-lo, demorar segundos. Mas, por uma questão ideológica ou com base em mentiras, alguns grupos estão atribuindo a isso um caráter negativo, macho mesmo é quem toma leite cru. E leite cru pode conter gripe aviária.
Eu sinceramente espero que não seja necessário dizer isso ao nosso leitor, mas, aqui vai: leite cru jamais. Não é benéfico sob nenhum aspecto. Não é saudável. Inclusive o consumo de leite cru é ilegal no Brasil, é proibido por lei.
Essa ideia de que quanto menos interferência humana mais saudável é o alimento se aplica para casos nos quais a comida é inundada por química, o que não acontece na pasteurização, que é apenas aquecer e resfriar o leite para matar micro-organismos.
A ciência já provou repetidas vezes que não há qualquer perda nutricional com a pasteurização e quem te diz o contrário é um imbecil ou um mal-intencionado. Ou ambos. Corte relações com essa pessoa. Isso não é passível de discussão. Vou repetir mais uma vez: pasteurização não gera qualquer perda nutricional no leite.
Beber leite cru seria o equivalente a comer salada sem lavar, cheia de adubo, terra, insetos e outras contaminações, achando que por não ter interferência humana na salada ela será mais saudável. Nutricionalmente, a salada é a mesma, lavada ou não. Só que a lavada não te faz mal.
Não seja imbecilóide, leite cru é um risco enorme para a sua saúde e para a saúde da sua família. Beber leite cru pode causar desde uma simples diarreia até doenças mais sérias como tuberculose e até mesmo morte. Não seja imbecil. Não beba leite cru.
Voltemos à gripe aviária, porque a situação piora. Nos EUA, ao contrário do Brasil, não é necessariamente proibido beber leite cru. A ANVISA deles, o FDA, recomendo não fazer, mas em alguns estados não é proibido por lei. Então, não é que tem gente tomando leite cru escondido, em ocasiões pontuais, tem todo um negócio oficial e legal de venda de leite cru, contribuindo um pouquinho mais para a contaminação de humanos pela gripe aviária.
Mas piora ainda mais. O governo Trump eliminou toda a comunicação epidemiológica de órgãos oficiais, a parte de saúde é gerenciada por pessoas que não acreditam em vacinas e o país também sofreu um violento corte de dinheiro para pesquisa em saúde e ciência. Façam as contas desses fatores todos somados.
“Ai Sally, graças a Deus que eu não moro nos EUA nem pretendo ir para lá”. Pois é… só que piora novamente. Os animais que transmitem a doença são aves. Não apenas galinhas. Aves. E boa parte das aves migram, ou seja, percorrem longas distâncias dependendo da estação do ano. Isso pode espalhar o vírus até ele chegar em você ou em mim. Quando a ave chega no seu destino, ela contamina os animais silvestres de lá, e a coisa pode se espalhar até chegar a granjas ou a humanos.
Sem contar alimentos que eventualmente venham dos EUA. E se o vírus se espalhar entre pessoas, podemos ver o mesmo que vimos na covid: basta um contaminado viajar de avião que a coisa chega ao mundo todo. Quando falamos em vírus, a distância não protege.
Como está a situação epidemiológica até aqui: sabemos que o vírus da gripe aviária já saltou para humanos e existem casos documentados de pessoas infectadas, porém, até aqui, o vírus se mostrou muito bom em matar pessoas, mas meio capenga em infectar.
Vamos ser extremamente imprecisos aqui, em nome da didática. Imagina que só existem dois tipos de fechadura nas portas de uma cidade, a fechadura A e a fechadura B. Os bandidos que moram na cidade tem a chave que abre a fechadura A, mas não tem a chave que abre a fechadura B. Então, para eles, será muito mais fácil entrar em casas com a fechadura A. Talvez até consigam eventualmente arrombar a porta e entrar em casas com Fechadura B, mas ainda é mais trabalhoso.
As aves têm a fechadura A na porta de entrada, os humanos têm a fechadura B. Como o organismo das aves é bem diferente do nosso em vários quesitos, o vírus não consegue agir com tanta eficiência na hora de contaminar humanos. Uma vez que contamina, ele é bom em matar, mas na parte de contaminar ele ainda está engatinhando.
Dito isto, Querido leitor… piora. Foi detectado pela primeira vez nos EUA um porco com gripe aviária. Não parece grave olhando assim, friamente, mas vamos aprofundar.
Uma das razões para o vírus da gripe aviária não conseguir fazer tanto estrago em humanos é que as condições do nosso corpo são muito diferentes das condições do corpo de uma galinha. A temperatura interna do corpo da galinha é muito maior do que a nossa, a “fechadura” que precisa abrir na porta de entrada é diferente da nossa e muitos outros fatores.
Pois bem, porcos são o meio termo ideal entre galinhas e humanos, pois seu corpo é muito mais parecido do que o nosso. E, olha que tristeza, eles possuem as duas “fechaduras” de entrada, a A e a B, a das galinhas e as nossas. Ou seja, quem aprende a entrar em um porco e a contaminar um porco, está pós-graduado para contaminar humanos. E, mais uma vez, não é raro que quem crie galinha crie porco também.
E vírus que aprende a abrir a fechadura da casa de humanos significa mais vírus circulando. Quem se lembra dos nossos FAQ Covid sabe que quanto mais um vírus circula, mais ele tem chances de se adaptar ao ser humano e ficar cada vez mais contagioso. No caso, o vírus da gripe aviária tem potencial para isso, ele só precisa de uma oportunidade, e, ao que tudo indica, os americanos vão se encarregar de providenciá-la.
Hoje não existem muitos casos de gripe aviária em humanos detectados nos EUA, porém, não se sabe até que ponto esses números são reais, por conta de tudo que explicamos até aqui. Da mesma forma não sabemos se chegará ao grande público qualquer informação se a coisa sair do controle, uma vez que o atual governo americano não acredita em pandemias, nem em vírus nem na ciência. Já existem casos documentados de pessoas que foram contaminadas pela gripe aviária sem ter qualquer contato com aves e vacas ou sem ingerir leite, o que leva a crer que a contaminação de humano para humano já está acontecendo.
E se você pensou que não tinha como piorar, piora sim. Hoje os EUA estão no inverno, que é temporada da gripe comum, gripe sazonal. Isso significa que hospitais, laboratórios e médicos já estarão soterrados em casos de doença respiratória, o que dificulta mais ainda o diagnóstico da gripe aviária, seja por doentes acabarem sendo classificados como com uma gripe comum, seja pela demora no atendimento ou pela demora na realização de exames laboratoriais. Então, mesmo quem está procurando ajuda médica, pode não recebê-la da melhor forma e circular por aí contaminando mais pessoas.
Se eu te falar que piora mais você chora? Piora mais. Assim como vimos com o nosso amigo corona, um vírus (inclusive o vírus da gripe) também pode, além das mutações comuns, se combinar com outros vírus. Se uma pessoa ou um porco tiver o azar de se contaminar com dois vírus ao mesmo tempo, o da gripe comum e o da gripe aviária, é possível que eles “se misturem”. E essa mistura por ter consequências ruins para a gente.
É como se você tivesse dois castelinhos de Lego: um feito só com peças vermelhas e outro feito só com peças azuis e, do nada, eles trocassem algumas pecinhas entre si. Teríamos então um castelinho azul com algumas peças vermelhas e um castelinho vermelho com algumas peças azuis.
Qual é o resultado prático disso? Se as pessoas que estão infectadas com gripe aviária pegarem uma gripe comum, os vírus podem trocar pedacinhos entre eles, tal como os castelinhos de Lego. E, com o perdão da imprecisão, apenas para fins didáticos, dependendo dos pedacinhos trocados, eles podem adquirir habilidades novas.
Cada pedacinho faz uma coisa, tem uma função, tem um papel. O vírus da gripe é facilmente reconhecido pelo corpo pois circula faz mais de cem anos, por isso o corpo consegue combater ele melhor. Em compensação, ele está melhor adaptado ao corpo humano, podendo fazer mais estrago e ser muito contagioso.
Já o vírus da gripe aviária é justamente ao contrário: não é facilmente reconhecido pelo corpo humano, pois ainda não circulou muito em humanos, mas, por isso não é tão bom em contaminar, mas, em contrapartida, tem uma letalidade grande, ele é muito bom em nos matar.
Agora imagina um crossover entre eles, no qual um pega emprestado uma habilidade do outro. É isso o que acontece quando vírus trocam pedacinhos, como no exemplo do Lego, um acaba adquirindo habilidades do outro. Em um pior cenário, o vírus da gripe aviária pode pegar do colega o pedacinho que o deixa bem adaptado para o nosso sistema imune, permitindo que ele faça um estrago no corpo e se espalhe bastante, mas, conservando o seu pedacinho no que diz respeito à sua letalidade, ou seja, espalha muito e mata muito.
Não seria bonito ter circulando um vírus que o corpo não reconhece bem, não tem facilidade em combater, quando esse vírus tem total facilidade nos causar um estrago. A única coisa que segura uma catástrofe maior no momento é o fato da gripe aviária não saber tão bem como nos infectar. Se perdermos isso, a coisa pode ficar bem ruim. E podemos perder isso quando tempos contaminação simultânea entre gripe comum e gripe aviária.
Ou seja, o vírus está fazendo PHD em ser humano, enquanto o ser humano está facilitando o trabalho do vírus não lidando com a seriedade que deveria com a questão. Já vimos o que acontece quando o vírus faz o dever de casa e nós não. Percebam que não estou decretando uma sentença, muitas vezes o vírus tem todas as oportunidades e, mesmo assim, não consegue ir adiante, como foi com nosso amigo corona.
Porém, desagradável deixar nas mãos do acaso, não é mesmo? Pode ser que o vírus não consiga prosperar bem em humanos, mesmo com todas as oportunidades, mas pode ser que consiga.
Vamos trabalhar com o pior cenário: se o vírus de fato conseguir se adaptar bem a humanos e os devidos cuidados não forem tomados e ele se espalhar. O que nos espera? Não tenho bola de cristal, não sei. O que posso te falar é que existem vacinas em andamento, existem medicamentos para tentar minimizar os estragos do vírus no corpo mas… quanto mais o vírus circula, mais ele pode mutar e, dependendo da mutação, tudo que temos pode se tornar inútil.
Segundo pronunciamento da Organização Mundial da Saúde, em janeiro deste ano, o risco para a população em geral ainda é classificado como “baixo”. De qualquer forma, achamos importante que todos saibam da atual situação e dos riscos, até para não ter que lidar com aquelas pessoas “muito estranho isso, do nada”. Não é do nada. Tem uma situação se desenhando.
Como identificar. Os sintomas iniciais da gripe aviária são bem parecidos com os da gripe comum: dor de garganta, febre acima de 38°C, dor no corpo, mal-estar geral, calafrios, fraqueza, dor abdominal, tosse seca, espirros, dificuldade respiratória, sensação de falta de ar, dor de garganta, dores pelo corpo e secreção nasal. Não é necessário que a pessoa tenha todos os sintomas, muitas vezes a doença manifesta apenas alguns deles. Como identificar: fazendo o teste, pois esses sintomas podem ser muitas outras coisas.
Em estágios mais avançados, os sintomas podem progredir para diarreia, vomito, dores abdominais, sangramento nasal ou gengival, dor no peito e fortes dores de cabeça. Se os sintomas iniciais se confundem com gripe, os sintomas avançados se confundem com Dengue, olha que beleza. Novamente: se identifica testando para esse vírus específico.
Os sintomas costumam aparecer de dois a oito dias após a pessoa ser exposta ao vírus (seja o transmissor galinha, porco, leite, vaca ou humano). A forma mais comum de transmissão é o contato com as fezes dos animais ou por secreções respiratórias. Meu conselho é: não meta a mão em aves, não meta a mão em vacas, não meta a mão em porcos. Nem hoje, nem nunca. Viu um passarinho atropelado? Reza uma ave-maria pela alma dele e vida que segue.
Como já foi dito, a gripe aviária é mais letal do que a gripe comum, até pelo fato de que para a gripe comum tempos mais de cem anos de anticorpos treinados e vacinas. Cerca de metade das pessoas que foram contaminadas faleceram. A taxa de letalidade estimada hoje é de 52%. Portanto, se existe alguma chance de que seja gripe aviária, não é para ficar em casa esperando passar. As chances estão contra você e sem ajuda médica fica ainda mais difícil.
Normalmente o diagnóstico é feito através da coleta de secreção nasofaríngea, aquele cotonete invasivo usado para teste de covid (PCR), que entra pelo nariz e vai até a sua alma. Apenas esse teste está apto a dizer se é gripe aviária. Não sei informar quanto tempo demora a sair o resultado no Brasil, mas se você acredita que pode ter sido exposto a um animal contaminado, é teste e médico, mesmo que os sintomas não estejam muito expressivos, pois eles podem piorar rapidamente. Não se brinca com algo que tem 52% de letalidade, o vírus tem melhores chances do que você.
Entendemos que a situação pode ser realmente estressante e que está todos mundo de saco muito cheio da última pandemia, por isso hoje queremos firmar um compromisso com o leitor, em nome desses 15 anos nos quais nos propusemos a servir como curadores de conteúdo: se quiser, evite ler a respeito. Se surgir algo realmente importante ou relevante, nós vamos te avisar por aqui.
É uma forma que você tem de se proteger, de não cair em bait, mentiras e alarmismo, mas, ao mesmo tempo, ter sua segurança cuidada. Se em algum momento a coisa se agravar, se em algum momento for necessária alguma providência extra, se em algum momento surgir alguma informação nova, você vai receber essa informação por aqui. Estamos atentos e temos bons contatos.
“Pasteurizar o leite é simplesmente aquecê-lo em um procedimento especial e depois resfriá-lo, demorar segundos. Mas, por uma questão ideológica ou com base em mentiras, alguns grupos estão atribuindo a isso um caráter negativo, macho mesmo é quem toma leite cru. ”
Essa imbecilidade infelizmente não é nova, já frequentei um grupo de alimentação natural em que um dos líderes afirmava que o número de alérgicos a leite estava aumentando porque pasteurização desnaturava proteínas e blá blá blá. Era um médico com dinheiro suficiente pra comprar as próprias vacas dele e só comer coisas orgânicas e escolhidas a dedo, mas esse discursinho pega muita gente vulnerável que ficou assustada com os exames e só quer se alimentar melhor. Profissionais que espalham isso deveriam perder a licença.
No mais, espero que a gripe aviária não nos cause grandes problemas e o vírus não se adapte para nos infectar, porque se for pra contar com uma boa administração e adesão a futuras vacinas…
Esse discurso mentiroso sobre leite pasteurizado vai ser o novo “vacina causa autismo”
pqp
Caralho, Sally. A coisa é séria mesmo. E essa do leite cru me fez cair para trás! Difícil de acreditar que esse tipo de coisa realmente aconteça…
infelizmente tem muita gente acreditando nisso